Só eu sei…
admin | 01 Sep, 2010 | Comentários 2
Não. Desengane-se. Este editorial não tem como objectivo saber porque não fica em casa. O intuito seria mais o de perceber porque escolheu as Colinas do Cruzeiro para viver.
Vem esta pretensão a propósito de um “agitado” mês de Agosto no ColinasOnline, onde, na caixa de comentários, se fizeram críticas à urbanização, muitas vezes injustificadas, e se colocou em causa a qualidade de vida nesta quase freguesia do concelho de Odivelas, nesta cidade dentro da cidade.
Eu sei porque escolhi morar nas Colinas do Cruzeiro. Vim para Odivelas com cerca de 3 anos de idade, mais concretamente para a Arroja (quem diria que volvidos uns bons anos iria regressar tão perto!). Mas apenas conheci as Colinas do Cruzeiro aos 27. E por engano. Já lá vamos…
Lembro-me desta zona quando ainda eram só caniços. Frequentava a então Escola Preparatória dos Pombais. Era aqui, nas actuais Colinas, que eu e os meus amigos tínhamos as nossas cabanas e fazíamos as nossas brincadeiras de criança.
E agora? Agora é isto que se vê! Prédios com uma estética muito bem pensada, com uma qualidade de construção na sua maioria muito boa, um estádio de futebol no meio e campos de jogos, todo o tipo de comércio, quase todos os bancos, grandes superfícies comerciais, várias entradas e saídas da urbanização, acessos às principais vias de circulação, várias escolas (do jardim de infância até ao 9º ano e a escola secundária a dois passos), um parque bio-saudável… e poderia continuar. Já lá vamos…
Dizia eu que conheci as Colinas do Cruzeiro por engano. Foi numa tarde de domingo. Eu e a minha namorada enganámo-nos e na rotunda lá em baixo em vez de seguirmos para Odivelas viemos pela Avenida Miguel Bombarda acima.
Não consigo expressar por palavras a nossa reacção, o nosso olhar quando nos deparámos com esta urbanização. Era como se pertencêssemos a ela.
A partir daí, começámos a ir às Colinas do Cruzeiro sempre que podíamos. Recordo-me de uma noite em que estava adoentado. Em vez de me levar a um centro de saúde ou dar-me um medicamento, a minha namorada trouxe-me às Colinas. Ainda isto não estava como está hoje. Sou capaz de me lembrar de cada sensação. E não é que melhorei?! Pode parecer ridículo, mas a noite terminou com um belo jantar na pizzaria Stromboli (a minha pizza até tinha um ovo estrelado, confesso que nunca tinha visto).
Poderia continuar enunciando tudo aquilo que as Colinas do Cruzeiro têm de bom. Mas fico-me por afirmar que tenho um sentimento de orgulho por viver aqui. Cada recanto diz-me algo. Não sei se é por ser um homem da comunicação, mas cada pedaço das Colinas é capaz de comunicar, tem vida, cor, magia…
Com certeza que sei que há coisas a fazer e a melhorar na nossa urbanização. Mas é bem verdade que os órgãos de soberania locais estão atentos… às Colinas do Cruzeiro e ao ColinasOnline, que, talvez ainda não se tenha apercebido, mas desempenha um papel de serviço público superior ao de algumas pessoas que trabalham em entidades públicas.
Registei com agrado a crónica da autoria de Susana Amador, Presidente da Câmara Municipal de Odivelas. Tal como o documento que este órgão de soberania local disponibilizou à comunidade para esclarecimento de muitas situações. Tomei conhecimento de aspectos que desconhecia por completo. Fiquei com a esperança de que as Colinas vão ser ainda melhores e mais bonitas. Verifiquei também que aquilo que o ColinasOnline informa e, por vezes, reivindica com educação é tido em conta pelo poder local.
Estamos mesmo muito contentes. Um dos nossos principais objectivo quando criámos o ColinasOnline era colocar a comunidade a participar. Pensamos que ao fim de 7 meses de vida conseguimo-lo definitivamente. As visitas multiplicam-se, os comentários “invadem” os nossos artigos e mesmo os moradores e comerciantes e empresários já enviam os seus contributos escritos e fotográficos. Modéstia à parte, o ColinasOnline é um órgão de comunicação social diferente. Não somos melhores nem piores. Apenas diferentes, inovadores, empreendedores, diferenciadores…
Gostaria de solicitar a todos uma reflexão sobre as Colinas do Cruzeiro, nomeadamente a quem tanto crítica negativamente a urbanização. Pensem bem se existirá em Lisboa e arredores um local para viver com estas condições, tendo em conta a relação qualidade / preço.
Fui recentemente visitar algumas novas urbanizações no concelho de Odivelas e fora dele. No início foquei indirectamente o Sporting CP com o célebre “Só eu sei porque não fico em casa”. Agora parafraseio Jorge Jesus (sim, o técnico do SL Benfica, quem diria!) quando disse numa entrevista para televisão que quando ele e a sua equipa técnica tivessem a possibilidade de treinar jogadores de alto calibre dariam de calcanhar a todos os outros. Pois é. Acredite ou não, as Colinas do Cruzeiro não só dão de calcanhar, como ainda fazem uma “cueca” nas outras urbanizações (a cueca pode ser ao Roberto, para deixar a “malta” do FC Porto feliz, apesar de eu ver no Roberto capacidades para ser bom guarda-redes).
Devo alertar para o facto de, por vezes, não publicar determinados comentários. Tudo o que implique falta de educação não é publicado. Todas as pessoas são livres de deixar os seus contributos, mas dentro das regras da educação e do civismo. Porque não queremos que este portal corra sequer o risco de se tornar um “lavar de roupa suja”.
Esta medida não tem a ver com cores partidárias nem com pessoas ou instituições. Aliás, já aconteceu alguns comentários desrespeitarem pessoas de vários partidos políticos e órgãos de soberania. A mim tanto se me faz que a pessoa seja do BE, do PCP, do PSD, do PS, do PEV, do CDS, do PCTP/MRPP, do POUS, do PH, do POUS, do PDA, do PTP, do MTP, do MEP, do MMS, do PPV, do PPM, do PND, do PNR, do PCUP (sim, parece que existem estes todos em Portugal!). Falta de educação e ofensas é que não.
Vamos todos valorizar as nossas Colinas. Vamos ser proactivos. Contribuir. Apresentar medidas e soluções. Mesmo quem não tenha vontade em fazê-lo e não saiba ainda porque comprou casa nesta urbanização pense nisto: Não será ao menos válido fazê-lo para valorizar um grande investimento feito?
Eu sei porque fico em casa nas Colinas e por que saio à rua para vislumbrar as Colinas.
Bruno Barrocas de Jesus
Director de Informação
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Categoria: Editorial e Opiniões
Comentários (2)
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Parabéns pela crónica Bruno !
Nas Colinas, um pouco à semelhança do resto do País temos (os Portugueses) tendência para subvalorizar o que é nosso…efectivamente, tendo em conta a relação qualidade/preço/localização, etc….não haverá melhor urbanização em Lisboa e arredores…na minha opinião obviamente !
E se todos estivermos dispostos a dar um pouco mais, se vivermos melhor a nossa urbanidade (um pouco como escreveu neste espaço a Sra. Presidente Susana Amador) podemos melhorar ainda mais…
Eu gosto de viver num sitio que chega a parecer um bairro à antiga, onde nos cumprimentamos na rua, cruzamos no café, temos iniciativas conjuntas, etc,etc,etc…
Eu também sei porque escolhi as colinas do Cruzeiro para morar… Sei e tenho a felicidade de ter conseguido concretizar esse meu desejo.
Vim para Odivelas com cerca de 6 anos de idade, mais concretamente para a Quinta das Dálias – Famões, passei o resto da minha infância, e a adolescência aqui (frequentei a escola primária – que já não existe de Famões e a Secundária de Odivelas até ao 11º ano, depois fui para a Cidade Universitária e fiz o meu Curso numa Universidade em Lisboa), casei, tive um filho e fiz um percurso profissional fora desta terra, mas utilizando as palavras do autor desta rubrica (quem diria que volvidos uns bons anos iria regressar tão perto!), depois de vinte anos, tive a oportunidade de voltar “á terra”. Primeiro, com a minha habitação, estou a morar nas colinas há 5 anos e posteriormente, escolhi criar aqui o meu local de trabalho. Sinto todas as emoções expressas neste artigo, conheci esta terra desde sempre, está tão diferente e bonita ?. Confesso, que bonita sempre foi, ia comprar leite á quinta (a quinta que falo, está localizada ao lado do Modelo (hoje, já sem actividade), brincámos no campo, vivi e participei nos bailes da terra e da paróquia. Criei o meu filho aqui (hoje com 17 anos), frequentou a Escola António Gedeão e está a completar o 12ªano na Ramada. Hoje, sei dizer, que tenho orgulho em ter feito esta opção.
O verdadeiro desafio foi efectivamente apostar profissionalmente numa urbanização em construção e dormitório, por isso A OnColinas, Lda começou em 2008 como Multioperador de Telecomunicações, pois esta era a nossa formação, no entanto, como o passar do tempo e conhecendo as necessidades da zona, verificámos que a nossa loja faz sentido prestando outro tipo serviços. Assim, contactámos os correios e desenvolvemos todos os esforços para ter as caixas de correios e ser ponto de venda de selos e envelopes, tentámos ser também agentes dos transportes (através da venda de passes, mas foi recusado, alegando que esse serviço estava previsto ser feito por multibanco e como tal não estavam a aceitar candidaturas novas (até hoje e volvidos dois anos estamos sem esse serviço e temos solicitações nesse sentido… Aprendi, nestes dois anos que mesmo que tenhamos experiência, mesmo que tentemos fazer crescer algo, temos que estar condicionados … transcrevo as palavras do autor quando diz: “Gostaria de solicitar a todos uma reflexão sobre as Colinas do Cruzeiro, nomeadamente a quem tanto crítica negativamente a urbanização. Pensem bem se existirá em Lisboa e arredores um local para viver com estas condições, tendo em conta a relação qualidade / preço”
Quero deixar um último apontamento:
O comércio tradicional /local consegue sobreviver se existirem clientes, com o comércio local conseguimos criar empatias e vivências diferentes.
Para quem nunca experimentou …experimente.
Para quem já sabe o que é: contribuam para mantermos a qualidade de VIDA.
Um bem haja
Carla Nunes