Relato das Colinas Bike Tour de 23 de Janeiro
admin | 25 Jan, 2010 | Comentários 1
Não foi a 65ª. Edição das CBT, mas, simplesmente, mais um dia incluído no plano de treinos para a ligação de Odivelas-Odivelas (Ferreira do Alentejo) .
9 horas, horário das habituais edições e já o srº. Odilio da “ Portugalicia” tinha as chávenas escaldadas para o cafezinho da manhã, dos 5 (cinco) simpáticos elementos das CBT, que de sorriso rasgado planeavam a aventura e o destino do treino que hoje iria decorrer .
Das “Boxes” foi dado o sinal de que tudo estava em condições: capacetes apertados, pneus com pressão suficiente, travões testados, mochilas com água e até com a certificação de que todos possuíam pelo menos uma barra energética, não fossem as forças faltar. Faltava o sinal de partida, tradicionalmente declamado pelo nosso companheiro Carlos Alberto que desta vez não apareceu de fato de treino, mas sim de fato e gravata, pois hoje a sua dedicação recaiu para o interesse da Nação.
“Mas o seu a seu dono” e é já dentro do seu carro, à saída do portão da garagem por entre o vidro meio entreaberto que, surge: “ All at Board”.
Primeiro destino, Pontinha, onde já devidamente equipado nos esperava um dos já tradicionais seniores do grupo.
Com o pelotão completo, lá fomos nós pela ciclovia que faz a ligação a Monsanto “o pulmão da cidade de Lisboa”, orientados pelo Jorge, num sobe e desce, por aqui e por ali, virando ora à direita ora à esquerda, por entre aquelas paisagens e vegetação, o que por momentos até me levou aos meus tempos de infância e imaginar estar nos caminhos da Beira Alta, citados pelo Mestre Aquilino Ribeiro, no seu livro “Os Caminhos de Aquilino Ribeiro”, um roteiro de memórias e fascínios.
A pedalar e mesmo em ambiente de “treino” não faltou a harmonia e o convívio que sempre está presente no espírito das CBT, onde pedalada puxa pedalada e conversa puxa conversa, onde descobrimos ter no grupo um “poeta”, o GUTA SANTOS, um homem do teatro apaixonado pelo fado e pela escrita do mesmo, algumas letras cantadas por artistas de craveira bem como por marchas populares vencedoras de alguns prémios. Construiu até uma das suas próprias guitarras.
Um desafio de imediato lhe lançámos. As CBT ainda não criaram o seu hino. De imediato e sem lhe pedirmos disse: “até estou a pensar em criar o hino das Colinas Bike Tour”.
Duas voltas já cumpridas do circuito definido pelo Jorge, alguns quilómetros percorridos, o espelho transmitido pelas feições do Peter, os meus atrasos e os do Ruca, o soprar do Atabão e o “até logo” daquele veterano, me levavam a crer estar na direcção do regresso. Da cabeça do pelotão é lançado o desafio: vai mais uma? Quase em sintonia todos recuperaram o fôlego e responderam: OK.
Mais uma subidinha, umas tantas descidas, descobrimos um self-service para lavagem de bikes, pelo que logo nos colocamos na “bicha” e demos uma chuvarada nas nossas “Meninas”.
Cumprido o objectivo proposto, rumámos na direcção da ciclovia, que para consolo de todos iniciou com uma descida digna de uns bons travões.
Já novamente na Pontinha e com sentido em Odivelas ainda tivemos de satisfazer o pedido do Peter para descermos aquela subida invertida da serra da luz.
Satisfeitos, divertidos e mais preparados, chegámos a casa decorridos que foram os 50 km do trajecto.
No dia seguinte, domingo lá estávamos prontos para a 65ª. Edição das Colinas Bike Tour.
Adelino Ramos
Colinas Bike Tour
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Até parece que estamos também no percurso