A História do primeiro Odivelas – Odivelas (Nos bastidores do Pelotão) – Parte III
admin | 30 Apr, 2010 | Comentários 0
Eram 10,15 horas quando os últimos atletas, junto com os carros de apoio entram em Águas de Moura, desde há uns minutos que um companheiro teimava em não deixar o carro-vassoura ficar para trás. Estaria já a precisar de uma mãozinha?!?!?!
Às 10,20 horas todo o grupo estava de novo junto em grande confraternização, a pergunta da ordem era…”então essas pernas/forças?”.
Um posto de abastecimento, no cruzamento com o IC1, junto à igreja local foi o ponto escolhido para esta curta paragem, porque o destino ainda estava longe.
10,35 horas e o regresso à estrada, a ânsia de chegar era grande e havia que puxar pelas pernas, prometia-se um almoço e novo convívio mais à frente em Alcácer do Sal.
Uma segunda carrinha para transporte de bicicletas da A.Gomes & Gomes junta-se nesta altura ao grupo, uma não era suficiente para transportar de volta todas as máquinas.
Eram sensivelmente 11 horas quando se nos depara na berma da estrada uma enorme placa que anunciava a entrada no Alentejo. Subíamos agora a 15 kms/hora no carro de apoio, uma das muitas subidas que os nossos heróis tiveram que enfrentar. Quem diz que o Alentejo é plano é porque nunca o fez de bicicleta!
São 12 horas (meio-dia), de um longo dia. Faltavam 10 kms para chegar a Alcácer e aquele tipo de mota e colete florescente que nos tem acompanhado volta a cruzar-se connosco pela enésima vez. Estranho hábito este de um motard acompanhar ciclistas, deixar-se ficar para trás para depois com ar eufórico passar todo o pelotão como que a dizer, na minha nem é preciso pedalar…
Um companheiro nosso persiste em controlar o atraso das carrinhas e vai pedalando devagar de forma a esperar por elas, ou estaria já à espera de uma mãozinha???!!!
A esta hora já a cabeça do pelotão esperava pacientemente pelo carro vassoura às portas de Alcácer e nem era por ser neste que vinha o almoço.
Eram 12,15 horas quando o grupo da frente invertida (apelidado assim em homenagem às descidas invertidas tão profusamente comentadas no seio do Colinas Bike Tour) resolve testar uma nova variante do cicloturismo, o chamado ciclismo de empurrão, e é com a ajuda de uma ou duas mãos divinas que se completa a ultima subida antes de Alcácer.
Às 12,30 horas chega a um posto de abastecimento na entrada de Alcácer, no qual se efectuou mais uma paragem para resolver necessidades de índole fisiológica, o ultimo grupo, que tinha resolvido tirar fotografias junto à placa da localidade. Aqui, mais um furo voltou a atrasar a chegada ao almoço…
Às 13 horas, num cumprimento escrupuloso dos horários (fosse este um passeio para o Algarve e quase poderíamos chamar-lhe pontualidade britânica), o Sado acolhia-nos na sua margem esquerda com Alcácer na nossa frente. Um local bastante aprazível aguardava-nos, o Sol tinha dado um ar da sua graça e corpos exaustos estendidos sobre a relva desfrutavam de um momento de descanso e relaxamento dos músculos.
O momento foi aproveitado para relaxar, para brincar, para mais alguns comentários sobre o trajecto, mas o que era sobretudo visível é que a ambição estava intacta e a vontade de chegar ao objectivo era mais do que nunca determinada.
Aqui se vieram a juntar também os companheiros do Alentejo que iriam pedalar connosco o restante trajecto até Odivelas, de Ferreira do Alentejo. Veio o grupo os Falcões da Planície, a Ferreira Activa, o Velo Clube “Os Leões” e o Grupo Desportivo de Odivelas, que nos escoltaram pelo seu Alentejo e nos ajudaram a concluir esta viagem.
António Martins
Colinas Bike Tour
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