A História do primeiro Odivelas – Odivelas (Nos bastidores do Pelotão) – Parte I
admin | 28 Apr, 2010 | Comentários 0
Às 5,40 horas da madrugada do dia 17 de Abril de 2010, hora da minha chegada ao local, fico desde logo espantado com a quantidade de atletas que já estavam e os que iam chegando a cada momento, à Rua Pulido Valente, nas Colinas do Cruzeiro, mesmo em frente ao restaurante Marco (principal patrocinador da prova).
Começava a operação Odivelas – Odivelas. Pela primeira vez um grupo de homens e mulheres iriam ligar por bicicleta, a freguesia de Odivelas, concelho de Odivelas, à freguesia de Odivelas, concelho de Ferreira do Alentejo, cerca de 150 kms mais a Sul.
Chegavam de carro, de bicicleta, a pé (com a bicicleta pela mão) e iam fazendo algumas verificações técnicas antes da partida, um pouco de ar nos pneus, uma afinação de última hora nos travões…
Nos carros de apoio a azáfama era grande, na carrinha do Rui os mantimentos (Fruta, Sandes, Marmeladas, Águas, Barras de Cereais, etc.), na carrinha da Junta de Freguesia (comandada a todo o tempo pelo seu Presidente Vítor Machado) as mochilas com mudas de roupa dos participantes. Além destas duas, a carrinha da A. Gomes & Gomes chegou também pela manhã junto com os amigos do Clube de Cicloturismo da Quintinha, na Póvoa de Santo Adrião, e que serviria para transportar bicicletas caso fosse necessário ao longo do percurso, assim como no regresso a casa. Cabe-me agora dizer, e em jeito de antecipação, que TODAS AS BICICLETAS CHEGARAM A ROLAR NO DESTINO.
Estiveram ainda em reportagem o Bruno e a Vânia do http://www.colinasonline.com/ , site de informação das Colinas do Cruzeiro que foi o único órgão de comunicação social que acompanhou toda a caravana ao longo do dia, e que seguramente terão também eles muitas histórias para contar. As entrevistas, as filmagens e as fotos sucediam-se a um ritmo que não abrandou ao longo do dia.
À medida que se ultimavam os preparativos, alguns telefonemas para os mais atrasados. A noite não estava especialmente quente, a chuva ameaçava e a tarefa não se afigurava fácil, motivo pelo qual alguns quiseram até ao final ter a almofada como conselheira, o que os levou a retardar um pouco a chegada.
Foto da praxe e eram 6,15 horas, mais segundo menos segundo, quando se ouve o famoso grito de partida das CBT…”ALL ABOARD” e, noite escura ainda, partiam 52 BRAVOS (Homens e Mulheres de Boa Vontade) e restante comitiva, estrada fora.
A carrinha de apoio do Rui, onde além dele viajava este escriba e a enfermeira Rita que iria também acompanhar-nos, posicionou-se no final da caravana.
Para alguns de nós, por falta de pernas ou porque, devido ao seu espírito altruísta, o desejo de ajudar foi mais forte, como foram os casos da Rita, do Luís que viajou de mota e que esteve incansável, nos cruzamentos, verificando o que se ia passando à frente e atrás, e ainda aproveitando para fotografar a passagem da caravana. E, este escriba, que imediatamente após a partida tomou a decisão de narrar o que viu e o que sentiu durante esta jornada que agora começava e só viria a terminar cerca de 19 horas depois neste mesmo local. E deixar assim escrita para a posteridade a história de um punhado de heróis, que neste dia deitou mãos à obra e partiu em direcção à outra Odivelas, a 150 kms desta Odivelas em que diariamente convivemos.
Ainda não tínhamos chegado ao final da Rua Pulido Valente quando em frente ao edifício Santo Ildefonso alguém salta da bicicleta…era uma corrente solta, de pronto parámos o carro e num instante a ajuda foi prestada…tomámos naquele momento consciência de quão úteis poderíamos ser, para que toda esta gente pudesse alcançar o objectivo a que todos nos propunhamos.
Umas centenas de metros mais à frente, junto ao Cruzeiro de Odivelas, os amigos do Clube de Cicloturismo da Quintinha já nos aguardavam para a partida oficial do Odivelas – Odivelas, mais umas fotos e entrevistas, a equipa de reportagem do http://www.odivelas.com/ entrevistou o Presidente do Colinas Bike Tour, Adelino Ramos, o qual, ou porque a chuva era muita, ou porque os atletas eram muitos, ou ainda, porque não é fácil fazer contas de madrugada, teve algumas dificuldades em contabilizar o numero de atletas à partida… mais tarde, os torniquetes na entrada do barco, encarregar-se-iam de lhe resolver a equação.
António Martins
Colinas Bike Tour
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